- Não vou
ao colégio hoje. – Rafael estava decidido a não ir, pegou sua mochila e foi dar
uma volta por ai, no caminho reparava nas arvores, nas ruas, nos casais que
estavam tomando café e rindo, e pensava, pensava em como talvez fosse mais
fácil não ter que conviver com essa mentira que havia inventado. Queria mudar
as coisas, será que tinha coragem? Pensou.
Rafael
ficou fora o dia todo, foi a biblioteca e no final da tarde ao parque. Começou
a ler um pequeno livro que havia pegado na biblioteca, contava a história de
vida de uma senhora que escondia seu passado, e que quando decidiu revelar o
mesmo, tornou-se tudo o que desejava ser, ela mesma. Depois de muito pensar,
Rafael queria contar a verdade a Maria, afinal ele gostava muito dela e havia
percebido que Pedro era um cara interessante, não queria perde-la, não queria
que nada pudesse ajudar a piorar a situação que ele estava.
Destino,
coincidência, acaso ou não, quando estava saindo do parque encontrou Maria, ele
sabia que aquela era a hora, aquela era a hora de ele abrir o jogo. Eles se
olharam, e foram se aproximando, quando ele foi tentar uma conversa Maria o
esnobou e passou reto. Rafael ficou meio balançado com a atitude dela, mas foi
atrás. Quando Maria viu que ele estava seguindo ela, algo que ela sentiu a fez
correr, e eles correram e correram, até que Rafa conseguiu pega-la pelo braço e
faze-la parar.
- Você está
maluco? Como ousa encostar em mim desse jeito? Eu mal te conheço, o pouco que é
eu sei é que você é um exibido, metido a besta! Riquinho, filhinho de papai, me
solta agor... Rafael pegou Maria e a beijou, não
imaginava que faria aquilo e Maria jamais cederia, mas cedeu. Foi um beijo
curto, mas longo, apaixonante e intenso e quando Maria percebeu tal intensidade
o empurrou.
- Eu te amo
Maria – E foi embora.
escrito por Vanessa