quinta-feira, 26 de abril de 2012

capítulo VIII


           - Não vou ao colégio hoje. – Rafael estava decidido a não ir, pegou sua mochila e foi dar uma volta por ai, no caminho reparava nas arvores, nas ruas, nos casais que estavam tomando café e rindo, e pensava, pensava em como talvez fosse mais fácil não ter que conviver com essa mentira que havia inventado. Queria mudar as coisas, será que tinha coragem? Pensou.                       
              Rafael ficou fora o dia todo, foi a biblioteca e no final da tarde ao parque. Começou a ler um pequeno livro que havia pegado na biblioteca, contava a história de vida de uma senhora que escondia seu passado, e que quando decidiu revelar o mesmo, tornou-se tudo o que desejava ser, ela mesma. Depois de muito pensar, Rafael queria contar a verdade a Maria, afinal ele gostava muito dela e havia percebido que Pedro era um cara interessante, não queria perde-la, não queria que nada pudesse ajudar a piorar a situação que ele estava.
             Destino, coincidência, acaso ou não, quando estava saindo do parque encontrou Maria, ele sabia que aquela era a hora, aquela era a hora de ele abrir o jogo. Eles se olharam, e foram se aproximando, quando ele foi tentar uma conversa Maria o esnobou e passou reto. Rafael ficou meio balançado com a atitude dela, mas foi atrás. Quando Maria viu que ele estava seguindo ela, algo que ela sentiu a fez correr, e eles correram e correram, até que Rafa conseguiu pega-la pelo braço e faze-la parar.
           - Você está maluco? Como ousa encostar em mim desse jeito? Eu mal te conheço, o pouco que é eu sei é que você é um exibido, metido a besta! Riquinho, filhinho de papai, me solta agor... Rafael pegou Maria e a beijou, não imaginava que faria aquilo e Maria jamais cederia, mas cedeu. Foi um beijo curto, mas longo, apaixonante e intenso e quando Maria percebeu tal intensidade o empurrou.
         - Eu te amo Maria – E foi embora.


escrito por Vanessa

quinta-feira, 5 de abril de 2012

capítulo VII




TRIIIIMMMMMMM!!!
O sinal da escola bateu, anunciando o início da primeira aula. Os alunos começaram a ir a suas respectivas salas, o movimento pelos corredores era grande, o corredor era estreito, ainda mais com aquela grande concentração de pessoas, se tornava muito desconfortável.
No meio da aglomeração estava Pedro meio perdido dentre aquelas pessoas quando de repente...
BAMM!!!
Pedro esbarrou em alguém e quase caiu, ergueu o rosto para ver em quem ele esbarrara. Ops! Pedro não esperava por aquilo. Rafael estava diante dele muito nervoso, lançou um olhar de ódio e começou a discutir.
- Você não sabe por onde está passando? Ou quer que eu te ensine? – falou em um tom de voz alto e empurrou Pedro contra os armários.
- Não vai ser necessário, pois vou acabar com você antes de isso acontecer! – Pedro respondeu quase não respirando, perdeu o controle e socou a cara de Rafael.
O soco foi tão forte que Rafael caiu no chão. Os outros alunos estavam ali cercando a cena e alguns estavam com os celulares filmando para depois colocar no Youtube, eram a plateia e gritavam querendo mais briga, mas foram interrompidos quando o inspetor da escola chegou e pegou os dois bem firme  e levou-os para sua sala. Sentaram e houve um silêncio até a chegada da diretora.
A Sra. Derpina já era bem de idade, com uma roupa caracterizada como brega e com óculos na ponta do nariz, parecia uma personagem. Ela era odiada por quase toda escola, pois era muito brava e exigente, mas fazer o que, era a diretora e tinham que aturá-la.  Como era totalmente contra a violência e odiava essa atitude em sua escola, não perdeu tempo para discutir sobre o ocorrido e deu uma suspensão de um dia para eles.
Os pais de Pedro e Rafael foram buscá-los na escola. Rafael ficou muito nervoso quando percebeu que seu pai ia buscá-lo, pois todo mundo ia ver que seu pai não era dono de uma multinacional e sim um cara qualquer.
Enquanto isso na sala de aula, Maria percebeu a ausência de Pedro e também de Rafael, ficou meio preocupada, pois sabia da hostilidade que havia entre eles, mas não sabia da recente briga.
Pedro estava mais tranquilo, mas sabia que sua rivalidade com Rafael com certeza ia se intensificar ainda mais. Ele queria uma estratégia para se aproximar de Rafael, mas esse próximo não foi bem como esperava.
O pai de Pedro chegou, com a cara muito séria e não quis comentar com o filho sobre o que tinha acontecido, mas Pedro sabia que ao chegar em casa iam ter uma conversa definitiva. Quando estava perto do portão de saída Pedro viu que um simples homem chegara e falara para o guardinha que tinha ido buscar o filho Rafael.
Pedro ficou com uma cara de interrogação e pensou:
- M-mas o pai dele não era um dono de uma multinacional?
Na mesma hora seu celular vibrou, era uma nova mensagem de texto enviada por Maria: “Preciso falar com vc!”

Passou o dia de suspensão.
Rafael andava pelos corredores da escola e as pessoas começaram a rir da cara dele, era como se tudo fosse em câmera lenta, essas pessoas ofendiam com palavras tão pesadas que ele sentia vergonha de si mesmo...
- Rafael, acorde! Já está na hora de se arrumar para ir à escola. – sua mãe acordou-o.
Quando ele acordou teve um alívio ao perceber que aquilo foi nada mais que um sonho. Mas, estava com medo de que alguém descobrisse a mentira sobre seu pai, como ele ia enfrentar isso na escola e como ia se sentir em relação à Maria.

escrito por Wander

capítulo VI


Pedro, apesar de ser novo na escola e não ter muito envolvimento com os colegas era um ótimo observador e, ao longo dos dias percebeu que ao descer do ônibus o caminho que Rafa fazia era sempre o mesmo. Ficou meio curioso e pôs-se a perguntar para si mesmo porque o filho de um diretor de uma multinacional morava em um bairro tão simples como o seu? Afinal, a primeira imagem que se passa pela cabeça de alguém quando ouve isso é de que o cara mora em um lugar totalmente nobre, rodeado de uma vida cheia de luxo, e isso deixou um certo questionamento na cabeça de Pedro.
    No entanto, mesmo morando em lugar comum como o dele, Rafa devia ter coisas incríveis para fazer. Puxa, qual seria o lazer dele? Jogos, mulheres, shopping, corridas ou teria ele uma galera igual a sua?
Ele adorava desvendar mistérios e aquele cara era meio misterioso, o que diferenciava dos outros. Percebendo o interesse de Maria por Arthur e a fissura que o Rafa tinha por ela, seu interesse pela vida do garoto tornou-se cada vez maior.
   Sendo assim Pedro começou a bolar algumas estratégias para tentar se aproximar de Rafa, mas sabia que não seria uma tarefa fácil pois sabia que o garoto não tinha muita simpatia por ele...

escrito por Gisely

sexta-feira, 23 de março de 2012

Capítulo V


      Maria que é uma garota centrada nos estudos, também se relaciona muito bem com as pessoas, possui grandes amizades. Passa horas conversando com suas amigas, não durante as aulas, claro, mas aproveita o tempo vago das trocas de professores e depois da escola.
        Conta todos os seus segredos, principalmente para Clarisse, sua melhor amiga, que estudam juntas desde a quinta série. Só não são irmãs, pelo fato de que moram em casas separadas. Porque fora isso, sabem tudo uma sobre a outra.
       Apesar de Maria ser discreta, também se simpatiza por um menino, este se chama Artur, que estuda em outra sala, já que é um ano mais novo. Mas conversa muito com Diego, que é da classe das meninas.
      Artur é um garoto bonito, não quanto Rafa ou Diego, mas possui suas qualidades. E também defeitos como todos. Namora com uma menina de mesma idade, mas ela não estuda nesta escola. Porém ele sente muito ciúmes de Maria, mas nega o tempo todo.
         Com certeza, existe um clima entre os dois, mas isso nunca foi aceito ou revelado.
         Agora, o que ninguém sabe também, é que Pedro mora na rua de trás da casa de Rafael. Os dois sempre viveram ali, mas nunca se esbarraram, afinal, Pedro vivia dentro de casa e de tempos para cá, estava no exterior. Mas agora eram obrigados a ir embora de ônibus da escola.
      Quando o sinal tocou, terminando o segundo dia de aula, grande parte dos alunos subiu a rua da escola em direção ao ponto de ônibus. Minutos depois, todos os ônibus já haviam passado. Aos poucos as pessoas iam descendo retornando as suas casas, restando pouca gente. E aí, para surpresa dos dois, eles desceram juntos na mesma rua. Mas não trocaram nem sequer uma palavra. Pedro saiu do ônibus, virou a esquina e subiu a rua de sua casa. Já Rafa, todos os dias espera alguns segundos, espiou pra ver se não há ninguém olhando e entra em casa. O que não sabe, é até quando irá conseguir esconder que é filho do porteiro.           
           Provavelmente, um dia a verdade aparecerá.


escrito por Jaqueline

Capitulo IV



      O dia já estava amanhecendo, e novamente todos estavam acordando e se arrumando para ir à escola. Era segundo dia de aula, e a agitação ainda contagiava os alunos, já que havia muitos assuntos para por em dia sobre as férias.
      Agora, Pedro não estava com tanta vergonha, se adaptava muito bem. Maria continuava conversando com ele, e estavam se tornando amigos. E então surge um problema.
          Na mesma sala, havia um garoto, o Rafael, era o menino mais bonito da escola, todas as meninas sonhavam com ele, menos Maria, ela não se importava com sua beleza. Mas Rafa, como todos o chamavam, era apaixonado por ela. E aí quando percebeu que logo no segundo dia de aula Pedro já estava tão próximo a ela, um sentimento ruim se criou dentro dele. Não se sabe ao certo, que tipo de sentimento, não era um ódio imortal, mas algo que já fez Rafa se manter afastado de Pedro.
       Pedro percebeu que o menino popular olhava para ele com certa estranheza, mas não sabia o porquê, então perguntou aos meninos de sua sala, e eles explicaram qual poderia ser o motivo. Mesmo assim não parou de conversar com Maria.
        Felipe, que todos mandavam ele calar a boca, aproveitava o momento para fazer piadas. Era só risada por todos os cantos da sala, mas isso não fez as garotas pararem de achar Rafa, ainda o mais bonito. Afinal, ele era loiro, com um corpo forte e sempre jogava um charme para cima das meninas. Menos em Maria, já que tinha medo de magoá-la.
         Em casa, não era diferente, sempre teve uma relação boa com seus pais. Porém, o que nenhum aluno sabia, é que ele era filho do porteiro da escola em que estudava. Ninguém notava isso, pois Rafael estudava de manhã e seu pai trabalhava a noite. Até então, não é problema ser filho do porteiro, mas Rafa não aceitava, ele tinha vergonha, não fazia sentido ter tanta fama na escola, todas as garotas pirarem por ele, e ser filho de um porteiro. Achava que se soubessem disso, ninguém iria mais gostar e nem correr atrás dele, e era isso que temia, pois gostava de ter atenção. Então, um dia perguntaram, a onde o pai dele trabalhava, e apenas respondeu, que seu pai era diretor de uma empresa multinacional. Foi tão natural, que ninguém desconfiou que fosse mentira, e assim o tempo passou.


escrito por Jaqueline

Capitulo III


        Essa volta às aulas em particular, chegaram em boa hora. Agora ele teria onde se aliviar durante metade do dia. Estava cansado de sua mãe reclamando, a fim de que ele se virasse contra o pai e morasse com ela definitivamente. Não aguentava mais ir na casa da avó nos fins de semana e ficar vendo seu avô com mal de Alzheimer.
         Felipe sacudiu a cabeça lentamente, afastando todos os pensamentos ruins e voltou a fazer piadas. Agora estava enchendo as paciências de Diego, que não havia feito absolutamente nada, além de malhar, nas férias.
         A sala já estava dividida, mas ao mesmo tempo unida. Uns falavam sobre pokemons, outro sobre as férias. A maioria das meninas estavam elogiando cadernos, maquiagem, bolsas e tudo mais das amigas. Um grupinho era revoltado, com fones no ouvido, mexendo no celular. Até ai o professor não havia entrado na sala de aula ainda.
         Tudo foi como sempre era. Aula disso, aula daquilo. Horários passados, calendários escolares, Felipe fazendo mais piadas com o grande número de feriados no ano. Até que o primeiro dia de aula acabou, e ninguém tinha o que reclamar. Todos já estavam amigos. No final da manhã Pedro já estava se divertindo e participando da sala como se estivesse com o pessoal desde a primeira série.
         Todos voltaram para casa. Mas não vai ser com Pedro ou Felipe que vamos. Não. Temos que conhecer mais pessoas dessa turma unida, e que faz jus ao o que eu disse no início. De uma forma ou de outra, todos se juntaram. Para se ajudarem, para se auxiliarem, para se divertirem. Tanto faz. Cada um é especial e vai contribuir do seu jeito.


escrito por Jéssica Mayra

Capitulo II


        A manhã ainda estava escura, e o portão da escola estava fechado quando chegou. Sem rodeios apertou o interfone e esperou que fosse alguém o atender. O guardinha veio, com a cara fria e morta de tédio, talvez já cansado do trabalho.
          - Sim? – perguntou.
         - Sou o aluno novo...
        - Pedro, filho do Sanches? – o guardinha completou bocejando no final.
         O menino apenas assentiu e sorriu. Não sabia como, mas alguém além do chefe do escritório conhecia Sanches.
       Deixando essas coisas de lado, entrou e se sentou no refeitório, que parecia bem mais uma lanchonete do Mc Donald’s. Ficou ali, parado. Olhando para os bebedouros velhos e com a lataria embaçada por causa da água gelada. Não demorou muito, ouviu o portão se abrir novamente. Olhou e viu que agora um número maior de estudantes estava entrando. Começou a se sentir inseguro, principalmente porque não sabia nem em que sala ia estudar.
         - Com licença? – uma voz feminina o chamou.
          - Sim?
         - Você é o aluno novo?
         A garota era simples e tinha cara de quem gostava muito de estudar. Pedro assentiu e ela sorriu se sentando ao seu lado.
         - Sou Maria. Estou na sua turma.
         Ele sorriu novamente. Começaram a conversar sobre assuntos que não são pertinentes. Falaram sobre bandas, programas humorísticos e sobre animais – assuntos que todos nós conseguimos manter por um longo tempo.
         Passou-se alguns minutos e alunos de todos os tipos, gêneros, gostos e cabelos começaram a se sentar a sua volta. Todos, ora falando com Maria, ora com Pedro. Perguntavam sobre o assunto intercâmbio, música e piadas. Não mudava muito. E o que mais assustava Pedro era uma coisa:
         _ E aí Pedro...? – um garoto chamado Carlos perguntou. – Como o seu Sanches está?
         Sim. Todos conheciam o pai de Pedro. Parecia que ele era algum tipo de celebridade. Pedro só conseguia responder as perguntas, sem fazer outras. A turma era animada e logo ele já estava sendo tratado como qualquer um – não que ele não gostasse.
        Começaram a puxar assunto sobre as férias. Alguns haviam se encontrado bastante – marcando um fut com os amigos, boliche ou até mesmo passar a tarde no shopping. Pedro apenas ficava observando. Prestava atenção no que os garotos falavam e depois olhava para outro grupinho e assim se passou os 15 minutos mais demorados da vida dele.
         O sinal soou e ele foi atrás de uns garotos que gritavam e diziam coisas sem sentido. Ele só sabia o nome do mais simpático, e também o mais tagarela – Felipe. Ele já estava começando a achar que isso era do mau nome, já que na sua antiga escola também conhecia um Philip que não parava de falar um minuto, parecia mais uma metralhadora de bobagens.
        - Cara, pode sentar aqui. Nosso canto é igual coração de mão...
         - Cala a boca Felipe. – um dos amigos gritou.
         Pedro se sentou, meio desconfortável. Mas agradeceu por estar ali, e não solitário no meio da sala, com todos o olhando. Estava começando a notar que ia ser mais fácil ele se enturmar do que esperava. Não que ele tivesse problemas, afinal ele nunca teve problemas. Diferente de Felipe,que é outro exemplo que nós podemos usar de pessoas comuns aqui.
       Felipe estava tendo que enfrentar a separação de seus pais e ainda não sabia o que ele decidiria no tribunal – se teria de ficar com a mãe ou com o pai. Ele extravasava todos os seus problemas rindo e tagarelando sobre tudo e todos. Morava em uma casa boa, em um bairro nobre, mas agora estava tendo que dividir um flat com a mãe até que as coisas se ajeitassem. Passava os fins de semana na casa da avó.
        O engraçado é que a sua família já estava toda adequada a justiça, mesmo que o divórcio ainda não estivesse fechado, selado e sacramentado. Mas ele não queria que fosse tudo daquele jeito. queria que tudo fosse como era antes: o pai chegando do trabalho e o levando, juntamente com a mãe, para o shopping ou para alguma coisa como teatro, boliche, o que fosse. Mas não era assim.


escrito por Jéssica Mayra