O dia já estava amanhecendo, e novamente todos estavam acordando e se arrumando para ir à escola. Era segundo dia de aula, e a agitação ainda contagiava os alunos, já que havia muitos assuntos para por em dia sobre as férias.
Agora, Pedro não estava com tanta vergonha, se adaptava muito bem. Maria continuava conversando com ele, e estavam se tornando amigos. E então surge um problema.
Na mesma sala, havia um garoto, o Rafael, era o menino mais bonito da escola, todas as meninas sonhavam com ele, menos Maria, ela não se importava com sua beleza. Mas Rafa, como todos o chamavam, era apaixonado por ela. E aí quando percebeu que logo no segundo dia de aula Pedro já estava tão próximo a ela, um sentimento ruim se criou dentro dele. Não se sabe ao certo, que tipo de sentimento, não era um ódio imortal, mas algo que já fez Rafa se manter afastado de Pedro.
Pedro percebeu que o menino popular olhava para ele com certa estranheza, mas não sabia o porquê, então perguntou aos meninos de sua sala, e eles explicaram qual poderia ser o motivo. Mesmo assim não parou de conversar com Maria.
Felipe, que todos mandavam ele calar a boca, aproveitava o momento para fazer piadas. Era só risada por todos os cantos da sala, mas isso não fez as garotas pararem de achar Rafa, ainda o mais bonito. Afinal, ele era loiro, com um corpo forte e sempre jogava um charme para cima das meninas. Menos em Maria, já que tinha medo de magoá-la.
Em casa, não era diferente, sempre teve uma relação boa com seus pais. Porém, o que nenhum aluno sabia, é que ele era filho do porteiro da escola em que estudava. Ninguém notava isso, pois Rafael estudava de manhã e seu pai trabalhava a noite. Até então, não é problema ser filho do porteiro, mas Rafa não aceitava, ele tinha vergonha, não fazia sentido ter tanta fama na escola, todas as garotas pirarem por ele, e ser filho de um porteiro. Achava que se soubessem disso, ninguém iria mais gostar e nem correr atrás dele, e era isso que temia, pois gostava de ter atenção. Então, um dia perguntaram, a onde o pai dele trabalhava, e apenas respondeu, que seu pai era diretor de uma empresa multinacional. Foi tão natural, que ninguém desconfiou que fosse mentira, e assim o tempo passou.
escrito por Jaqueline
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